|
|
Desde 24 de julho de 1952 |
|
S.R.S.P.
|
|
Consulte |
|
|
|
DR. ANTONIO MIGUEL LEÃO BRUNO (1903 - 1997) Bibliografia: PDF Nasceu em /07/1903, na cidade de São Paulo no bairro da Liberdade, filho de Dona Rozina Bruno e Affonso Bruno, imigrantes italianos casados em 94. Casou-se com Dona Maria José Godino Leão Bruno de formação farmacêutica e foi pai de cinco filhos: Sérgio Otávio de Almeida Prado Bruno, Luís Antônio, Roberto Luís, Rosa Adelina e Maria Cecília. Faleceu em 3/9/1997 na cidade de Santos. Recebeu da família uma educação primorosa e dominava vários idiomas como latim, grego, italiano, francês, espanhol, inglês e alemão. Cursou o Ginásio do Estado da Capital em 1922, formando-se bacharel em Ciências e Letras, laureado pelo mesmo Ginásio com o Prêmio "Antonio de Godoy". Iniciou suas atividades didáticas como Professor de Física, Química e História Natural do Ginásio Independência da Capital (1930 - 1934). No ano de 1928 recebe diploma de Doutor de Medicina pela 11ª turma da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, obtendo o CRM-695 e conclui em 1936 o curso de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da mesma Universidade. No início da carreira foi interno da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, atuou também como assistente da cadeira de Medicina Legal da Faculdade de Medicina; sua dedicação às atividades didáticas norteou sua experiência profissional e pesquisas de âmbito científico em diversas áreas, entre elas direito constitucional, direito criminal, direito social, medicina legal e medicina social, psicologia, psicodiagnóstico, tornando-se um dos precursores e membro fundador e presidente da Sociedade Rorschach de São Paulo em 1952. Apresentou ao meio acadêmico e científico nomes da importância de Emílio Mira Y Lopez, e teve suas pesquisas reconhecidas e disseminadas na área médica legal através de colegas contemporâneos nacionais tais como: A Almeida Júnior, Emmanuel Alves, Ministro Bento de Faria, Raul Briquet, Hilário Veiga de Carvalho, Vitorino Prata Castelo Branco, Luiz Cerqueira , Antenor Costa, J.B. de Oliveira e Costa Júnior, Flamínio Fávero, Arnaldo Amado Ferreira, Aniela Meyer Ginsberg, José Noronha Junqueira, Edgard Magalhães Noronha, Carlos Augusto de B. Palhares, Afrânio Peixoto, Leonídio Peixoto, R. Guimarães Rocha, Waldemar César da Silveira, J.J. Gama e Silva, Cícero Cristiano de Sousa, Napoleão L. Teixeira, Roberto Thut, Vasco Joaquim Smith de Vasconcellos, Edmur de Aguiar Whitaker e internacionais como: Hermann Rorschach, Florence Halpern, M.S. Bergmann, Samuel J. Beck, D. Rapport, Ruth Bochner, Harrower-Erickson, Eugenio Latorre Izquierdo, Bruno Klopfer, Helen H. davidson, Sislán Rodriguez, Augustin Serrate Torrente. Obteve reconhecimento nacional com o "Prêmio Oscar Freire de Criminologia" recebido em 1940 e internacional com a titulação de membro honorário do "Círculo de Médicos Legistas de Rosário" da República Argentina e da Sociedade Argentina de Sexologia, Biotipologia y Eugenesia. Foi membro fundador da Associação Brasileira de Escritores, Secção de São Paulo e da Sociedade de Estudos Fiológicos. Sua atuação dinâmica ultrapassou em muito os limites do campi da universidade, organizava e participava de eventos, congressos, simpósios, conferências apresentando contribuições de grande valor. Foi chefe da Secção de Psicologia Experimental do Instituto Oscar Freire e Presidente da Secção de Psicologia Experimental da Sociedade de Medicina Legal e Criminologia de São Paulo; sócio fundador da Sociedade Paulista de História da Medicina Antiga da mesma sociedade; por quase trinta anos exerceu a atividade de Médico Legista do Estado de São Paulo e Professor Associado de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Das obras de sua própria autoria e de seus colaboradores algumas foram reeditadas várias vezes, entre elas "Lições de medicina legal" (1965); seu trabalho sobre "A dactiloscopia dos recém-nascidos" resultado de extensa pesquisa acabou por introduzir uma nova técnica e conduta; foi pioneiro da pesquisa sobre Rorschach" O movimento Rorschach no Brasil (1944) e o primeiro pesquisador nacional a escrever sobre "O fenômeno do sexotropismo no psicodiagnóstico de Rorschach" (1950) que serviu de referência e foi citada em publicações nacionais e internacionais; Das interpretações "A" e "Ad" no psicodiagnóstico de Rorschach (1954); "O art.9 do código civil em face ao art.108 da constituição de 1934 (1935). Entre seus inúmeros legados, deixou como herança de parte de seu saber um acervo estimado em nove mil obras, uma parte expressiva de obras especiais e raras, fruto de sua atuação como docente, pesquisador e cidadão culto que era e grande apreciador das Letras; ainda fazem parte desse acervo inúmeras teses e coleções de revistas especializadas e de cultura e de cultura geral e materiais iconográficos. |
|
Escola Brasileira de Rorschach |
|
|---|---|
| Galeria | |